DEPARTAMENTO

PLANO ESTRATÉGICO DO DEPARTAMENTO DE GEOMÁTICA

Aprovado em Plenária Departamental na 113º reunião de Departamento realizada em 18 de maio de 2012.

1- Apresentação e história

O Departamento de Geomática tem suas origens no antigo Instituto de Geociências. Em 1961 a faculdade de Engenharia da UFPR foi transferida para o recém inaugurado Centro Politécnico, cujas obras seguiram até 1968. Também neste ano são criados Centros de Estudos na área de Engenharia, sendo um deles o Centro de Estudos e Pesquisas de Geodésia. Em 1970 é criado na Universidade Federal do Paraná o Instituto de Geociências (IGUP) para se adaptar as novas regras impostas pela reforma Universitária (efetivada pela lei 5540/68), sendo que novo estatuto é aprovado em 1970 (Nadalin, 2008). Este instituto era dividido em quatro departamentos, o de Geografia, Geologia, Solos e o Departamento de Ciências Geodésicas. Porém esta estruturação durou apenas 3 anos e em decorrência de uma exigência do Conselho Federal de Educação que não aprovou o número elevado de Departamentos propostos para a Universidade. È aprovado por decreto presidencial em 12 de setembro de 1973 o plano de reestruturação da UFPR e onde foi criado o Setor de Tecnologia, que viria abrigar então o Departamento de Geociências e mais oito departamentos. Neste departamento foram reunidos os antigos departamentos de Geografia, Geologia, e o Departamento de Ciências Geodésicas.

Em 1975 os professores de Geologia e Geografia deixam de fazer parte do Departamento de Geociências. Assim, os professores restantes do Departamento de Geociências estavam voltados para as disciplinas concernentes às Ciências Geodésicas. Em 1977, o Departamento de Geociências contava com 27 professores com um curso de Graduação em Engenharia Cartográfica e o Curso de pósgraduação em Ciências Geodésicas.

Em 1998 é criado o Setor de Ciências da Terra onde o Departamento de Geociências passa a ser vinculado. Neste mesmo ano a plenária departamental de 17 de agosto de 1998 aprova a nova denominação para o departamento de Geociências que passa a se chamar Departamento de Geomática.

O termo Geomática aparece no meio acadêmico a partir dos anos 80, e se refere ao grande impacto da informática na automação da cartografia, geodésia, sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica. Em um sentido mais amplo abrange tudo que se refere tratamento da informação espacialmente referenciada.

2-Missão

De acordo com o Estatuto da UFPR cabe aos Departamentos elaborar normas de trabalho, distribuindo entre seus membros os encargos de ensino, pesquisa e extensão. Assim, a missão do Departamento de Geomática da Universidade Federal do Paraná é disponibilizar aos diversos cursos de graduação e pós-graduação um ensino de qualidade na área das ciências geodésicas, estimulando atividades de pesquisa e extensão.

Cabe também ao Departamento elaborar os planos de ensino, atendidas as diretrizes fixadas pelos colegiados de curso, e propor a inclusão, modificação ou exclusão de disciplinas a fim de atender as necessidades na formação de recursos humanos em Topografia, Cartografia, Geoprocessamento/SIG, Sensoriamento Remoto, Geodésia, Agrimensura, e Cadastro Territorial.

Uma incumbência bastante importante deste Departamento é avaliar a execução dos programas de ensino e a realização dos trabalhos escolares, incluídos os estágios, promovendo a recuperação de créditos, quando necessário. Promover, a discussão contínua junto ao corpo docente de critérios de controle de qualidade de ensino e aprendizagem.

Outra missão fundamental do Departamento de Geomática é viabilizar e permitir que seu corpo docente se qualifique continuamente por meio de cursos de pós-graduação, participação em eventos e projetos de pesquisa e extensão.

É de responsabilidade do Departamento a promoção do ensino das Ciências Geodésicas para os diferentes cursos de graduação e pós-graduação, pautada na democratização do acesso à informação, respeitando a ética, os valores humanos e o progresso sustentável; comprometendo-se com a melhoria contínua do ensino, tanto no aspecto curricular quanto nos recursos didáticos; colocando o conhecimento científico adquirido a serviço da sociedade e permitindo o desenvolvimento sustentável.

As missões departamentais acima citadas só serão realizadas por meio de uma gestão participativa, dinâmica, transparente e comprometida com melhores condições de trabalho, ensino e qualidade de vida dos servidores e discentes, pautando eficiência, eficácia e efetividade no desenvolvimento das atividades institucionais.

3- Desafio Estratégico

Promover o ensino, pesquisa e extensão de qualidade à comunidade na área das Ciências Geodésicas.

4- Políticas

Valorização do corpo docente e servidores técnico-administrativos por meio da gestão participativa e transparente que agregue os diferentes níveis de ensino graduação e pós-graduação, permitindo uma melhor prestação de serviços à sociedade.

5- Diretrizes, metas e indicadores:

Diretriz 1: Elevar a qualidade do ensino nas disciplinas ofertadas pelo Departamento

Meta 1.1: revisar continuamente os conteúdos programáticos das 58 disciplinas ofertadas e seus recursos didáticos Indicador 1.1: sistema de avaliação das disciplinas

Meta 1.2: manter e equipar os laboratórios do departamento (Fotogrametria e Sensoriamento Remoto, Cartografia e SIG, Geodésia Espacial e Hidrografia, Aferição e Topografia Informatizada) a fim de atender as demandas dos conteúdos práticos, prevendo uma ampliação de 30% no número de alunos atendidos até 2016. Indicador 1.2: número de alunos atendidos pelos laboratórios/disciplinas.

Meta 1.3: ampliar e/ou readequar o espaço físico em até 25% a fim de melhor acomodar os corpos docentes, discentes e técnico administrativo, até 2016.

Meta 1.4: ampliar os recursos financeiros do departamento junto ao Setor e Projetos de Prestação de Serviços à comunidade. Indicador 1.4: valor dos duodécimos e participação em projetos.

Meta 1.5– manter a estrutura do laboratório de Topografia com equipamentos atualizados prevendo a manutenção dos mesmos e a substituição/atualização periódica dos equipamentos. Indicador 1.4: grau de atualização dos equipamentos

Meta 1.6 – Gestionar junto a Reitoria de uma dotação orçamentária exclusiva para a manutenção do laboratório de topografia, visto a necessidade contínua de manutenção dos equipamentos;

Diretriz 2: Promover a pesquisa e extensão

Meta 2.1: capacitar o corpo docente a fim de atender a graduação e pós-graduação e elaborar um plano de capacitação de servidores. Indicador 2.1: número de professores doutores e pós-doutores.

Meta 2.2: renovar e atualizar os recursos de informática dos laboratórios de graduação e pós-graduação, visando implementar atividades de pesquisa e extensão, ampliando em 30% o número de assentos. Indicador 2.2: número de computadores disponíveis para serem utilizados durante as aulas da graduação e pós-graduação.

Meta 2.3: ampliar em 50% o número de alunos envolvidos com programas de pesquisa, monitoria e tutorias até 2016. Indicador 2.3: número de alunos que participam de programas tutoriais tais como PET, Jovens Talentos, Iniciação Científica e Tecnológica e Extensão.

Meta 2.4: apoiar os cursos de graduação e pós-graduação em cooperações com outras instituições nacionais e internacionais, bem como, com órgãos da sociedade civil. Indicador 2.4: número de projetos internacionais e convênios que o departamento está envolvido.

Meta 2.5: apoiar fóruns de debates sobre a importância das Ciências Geodésicas: colóquio, encontros e seminários realizados no âmbito da UFPR. Indicador 2.5: número de eventos realizados por ano.

Meta 2.6: criar eventos de extensão relativos à área de interesse da comunidade. Indicador 2.6: número de eventos de extensão promovidos por ano.

Meta 2.7: aumentar em 20% o número de docentes que participam de eventos técnico-científicos até 2016. Indicador 2.7: participantes em eventos por ano.

Meta 2.8: Promover a ampliação da infra-estrutura do Museu de Ciências Geodésicas e Cartográficas, bem como a execução de atividades de extensão através de sua infra-estrutura de forma a consolidação do Museu e divulgação da área de Ciências Geodésicas. Indicador 2.8: número de visitantes por ano.

Meta 2.9 – Estimular re promover a participação de docentes em órgão de classe na Área das Ciências Geodésicas e de Engenharia (CREA/CONFEA), bem como estimular a participação de docentes em órgão de representação da UFPR. Indicador 2.9: número de representantes em órgãos de classe.

Diretriz 3- Promover a produção intelectual dos docentes

Meta 3.1: implementar uma política de produção de material didático pelos docentes.

Meta 3.2: apoiar a publicação de produção científica em periódicos de qualidade científica. Indicador 3.2: número de produtos didáticos (artigos, livros, apostilas, sites) elaborados.

Meta 3.2 – Criar um laboratório voltado para a produção de mídias para a educação na área de ciências geodésicas

Meta 3.3 – Incentivar e apoiar o treinamento de docentes em novas tecnologias e práticas didáticas; Indicador 3.2: número de docentes treinados

Diretriz 4: Renovar e ampliar o quadro de servidores

Meta 4.1: contratar, por meio de concursos públicos, às vagas vacantes, docentes que possam atender ao ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão. Indicador 4.1: número de vagas vacantes.

Meta 4.2: ampliar o número de docentes do departamento visando atender o crescimento da demanda e a reestruturação das turmas de topografia. Indicador 4.2: número de docentes contratados.

Meta 4.3: contratar, por meio de concursos públicos, às vagas vacantes, servidores técnico-administrativos que possam atender as diferentes seções do Departamento (laboratórios, coordenações e chefia). Indicador 4.3: número de vagas vacantes.

Meta 4.4: ampliar o número de servidores técnico-administrativos do departamento visando atender o crescimento da demanda e a reestruturação das turmas de topografia. Indicador 4.2: número de servidores técnico-administrativos contratados.